Com o meu pai eu aprendi a ser gente. E a entender e aceitar que as pessoas são diferentes e precisam se respeitar. E que nem todo mundo tem que ter o mesmo gosto. E que nem sempre o jeito que alguém diz que te ama é o mesmo jeito que você fala e demonstra que ama. E que o mundo é grande demais, por isso a gente tem que correr. E que sempre vai existir alguém mais bonito e mais inteligente que você, assim como sempre vai existir um mais burro e mais feio. E que um abraço fala muito mais do que um monte de palavras. Eu acho que a gente precisa do pai quando é pequeno e depois que cresce. A gente precisa do pai até mesmo depois que ele morre. Mesmo longe, no céu dos pais, eles nos ensinam de alguma forma. Pai é uma figura eterna. E que nunca vai ser substituída. Por ninguém nesse mundo.
Clarissa Corrêa. (via doistonsdeamor)

(via doistonsdeamor)

A gente vai empurrando e deixando e remendando e engolindo e fingindo. Chega uma hora em que arrebenta a ferida: estoura, explode, sai pus, nojeiras e afins. É nesse momento que, ao invés de Band-Aid, pomada e beijinho, a gente precisa espremer mais um pouco e, quem sabe, enfiar o dedo fundo, forte, pesado e sentir a dor percorrer cada centímetro do corpo. É só após esse processo que tudo cicatriza – e a gente descobre até onde vai a própria força. E se supera.
Clarissa Corrêa.  (via nobroke)

(via nobroke)